Instituto Ayrton Senna

Programa “Sua Escola a 2000 por Hora” (Edição 2001)

Avaliação 2001

 

 

Relatório mensal dos orientadores

 

Parte II: Dados sobre os PA’s (um por escola)

 

 

1. Identificação

 

1.1. Nome da Escola: Escola Normal de Taguatinga

1.2. Cidade: Taguatinga

1.3. Estado: DF

 

 

2. Atividades do PA

 

2.1. Quais as atividades que estavam previstas no seu PA para este mês que foram desenvolvidas com sucesso e obtiveram os resultados esperados? Explique sua resposta.

 

Reunião com alunos e professoras da escola que participam do projeto. Trocamos muitas idéias, penso que começamos a nos compreender no que se refere à problemática dos surdos. Tenho insistido na interação com outros projetos da escola e penso que isto começa a se manifestar, por exemplo com o Messias falando sobre lixo...

 

Eles estão também começando a desenvolver um belo trabalho para um guia sobre Brasília, idéia que veio da interação com Rio das Ostras em Faxinal.

 

2.2. Alguma atividade não obteve os resultados esperados? Por que?

 

Penso que tudo vai caminhando, mas há coisas que são lentas... Acho que a discussão sobre os surdos que começou na lista será uma grande ajuda.

 

2.3. Alguma atividade não foi executada? Qual(is)? Por quê?

 

Assisti a um pedaço da aula de libras do Messias, mas não conversei com os outros alunos, porque acabei concluindo que não era oportuno. As professoras iam ficar chateadas com uma “interferência” minha e acho também que o próprio Messias e os outros alunos surdos é que têm que ir abrindo, como protagonistas, os caminhos. Eu poderia atropelar as coisas.

 

Quase todo o contato virtual com a escola, exceto com Messias.

 

2.4. Você realizou alguma atividade que não estava prevista no PA? Qual? Por que?

 

Conheci os outros projetos da escola. Descobri que eles tem um dia dedicado a projetos, a 5a feira, e marquei o encontro para esse dia. Percorri todos:

 

·         Um específico dos surdos, no qual André e Fran contaram uma história infantil para os surdos do Ensino Fundamental e da pré-escola.

·         Uma apresentação de teatro na qual participou também um aluno surdo, vestido de palhaço (Jorge), para os pequenos.

·         A aula de libras do Messias, que é um dos projetos mais procurados da escola. Ele me pareceu um excelente professor e os alunos mostravam-se muito interessados.

·         Vários outros projetos da ENT.

 

A impressão que tive é de que eles desenvolvem muitos projetos interessantes, mas não há integração com o cotidiano “aulista” da escola. Pretendo, no próximo encontro, assistir um pouco das aulas para ver se confirmo esta impressão.

 

2.5. Você acredita que alguma atividade, que você realizou, obteria sucesso se fosse desenvolvida em outra escolas do Programa? Por que?

 

Tenho procurado observar muito o que acontece na escola, entender a realidade deles e quais são os pontos fortes e fracos. Ouvir muitas pessoas diferentes, tanto em grupo como individualmente. Geralmente dão versões bem distintas dos mesmos fatos e circunstâncias.

 

Tenho procurado fomentar que eles conversem mais entre si. Penso que isto é importante em todas as escolas. Mas não usei ainda alguma atividade diferente para que façam isto.

 

 

3. Mudanças na escola

 

Levando em consideração o estado da escola ao início do projeto (ou no mês passado), você considera que houve alguma mudança em relação aos seguintes aspectos (descreva, para cada um dos itens abaixo, as mudanças notadas – positivas ou negativas - e dê exemplos de situações que o fizeram notá-las):

 

3.1. Prática pedagógica dos professores que participam do projeto:

 

Por enquanto só estão as professoras da sala de recursos.

 

Parece-me que trabalham habitualmente com os alunos para tentar que “assimilem”, apesar da dificuldade de comunicação, os conteúdos passados na escola. Pude observar isso por um pedido que me fizeram para vir ao laboratório da UnB usar microscópios. Percebi que Gisele – que me parece muito boa no referente a ensino especial – tem uma visão bem conteudista da Biologia. E os meninos não gostam de Biologia, pelo que disseram ...

 

Começamos a conversar, e pretendo que tratemos muito mais sobre projetos.

 

3.2. Interesse e participação dos professores, envolvidos no projeto, na vida de seus alunos  “fora da sala de aula”:

 

Esse interesse sempre foi grande.

 

3.3. Envolvimento dos professores participantes em projetos interdisciplinares:

 

Parece-me que isto está começando a acontecer de um modo mais integrado com o cotidiano da sala de recursos. O guia de Brasília pode ser excelente para isso, além de favorecer um ponto de contato com o restante da escola e com as demais escolas.

 

3.4. Conhecimento e o domínio dos professores que participam do projeto, em relação à utilização de recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem:

 

Eles estão muito ansiosos para que isto comece a acontecer e bastante frustrados por ainda não terem o laboratório. O projeto depende muito dele.

 

3.5. Participação dos alunos envolvidos no projeto em questões relacionadas à sua vida na escola (dentro e fora da sala de aula):

Eles estão com grande vontade de influir e começam a fazê-lo. Acho muito significativo que o Messias se manifeste nas listas.

 

3.6. Conhecimento e o domínio dos alunos que participam do projeto, em relação à utilização de recursos tecnológicos no  processo de ensino-aprendizagem:

 

Messias está fazendo curso de webmaster, à parte da escola. André aprendeu a mexer no Powerpoint e mandaram-me acrósticos feitos por eles. Apenas mais uma aluna dispõe de computador pessoal. Os demais aguardam a instalação dos computadores da escola.

 

3.7. Estilo de liderança da direção (autoritário/omisso vs. participativo/comprometido):

 

A diretora gostaria de ver toda a escola mais envolvida no projeto, opinião da qual as professoras da sala de recursos discordam um pouco. Acho que ela tem estado mais participativa depois de Faxinal, mas só sei isso pelo depoimento dela mesma.

 

3.8. Interesse e “permeabilidade” da direção na implementação de mudanças/inovações em processos de ensino-aprendizagem na escola:

 

Parece-me haver interesse mas ainda não tive oportunidade de confirmar isso.

 

3.9. Abertura da escola (direção e professores) para a participação dos alunos no processo de tomada de decisão e para proposição de atividades extra-classe:

 

Não tenho informações sobre isso para a escola como um todo.

 

3.10. Integração entre a comunidade e a escola:

 

Eles estão tendo várias participações, inclusive com a Secretaria de Educação, Arquivo público e outros.

 

 

4. Dados da Visita

 

4.1. Data da última visita: 21/07

 

4.2. Duração da visita:    4 (horas)

 

4.3. Número de pessoas com quem teve contato: 

 

Grupos

Número

·         Alunos

8

·         professores

5

·         membros da direção

2

 

Estou considerando “ter contato” como conversar. Vi muitíssima gente participando dos diferentes projetos da escola.

 

4.4. Como você avalia a sua postura durante a visita? (Foi mais pró-ativo ou reativo? Foi flexível? Etc)

 

Desenvolvi um trabalho conjunto com as professoras da sala de recursos. Discutimos o andamento do projeto, integração com outros projetos da escola etc. Conversei com os alunos – com a ajuda da Fran, que me traduz para eles e vice-versa – e eles me contaram o que haviam feito para o guia de Brasília.

 

4.5. Como você acha que esta visita contribuiu para aumentar a autonomia da escola para desenvolver seu projeto?

 

Eles estão tendo várias iniciativas de interação com a comunidade.

 

 

5. Conquistas e Desafios

 

5.1. Cite os dois pontos mais fortes (conquistas) que aconteceram este mês relacionados ao acompanhamento das escolas que você orienta

 

As professoras da sala de recursos parecem-me mais abertas a uma integração maior com a escola, o que possibilita que o projeto atinja também outros alunos e professores da ENT.

 

Ganharam a visão de projeto e tem desenvolvido atividades muito interessantes por exemplo com o arquivo público e Secretaria de Turismo para o desenvolvimento de um guia de Brasília [em Português e Signwriting]. Terão uma exposição na escola.

 

5.2. Cite os dois pontos mais frágeis (dificuldades/desafios) que você encontrou este mês em relação ao acompanhamento das escolas que você orienta

 

Dificuldade numero um, sem dúvida, é o laboratório da escola não ter sido montado, coisa que inviabiliza grande parte do projeto (que depende de signwriter etc) e também quase todo o contato virtual, ou seja, o modo como havíamos programado trabalhar.

O grande desafio da ENT penso que é fazer com que um projeto extremamente restrito influa na escola.

 

 

6. Estrutura do Laboratório

 

6.1. Como está funcionando o laboratório?

 

Questões

Sim

Não

Não Sei

A Internet está funcionando?

 

 

 

Os computadores estão em perfeito funcionamento?

 

 

 

Há alunos monitores para orientar o uso do laboratório?

 

 

 

Ele fica aberto o dia todo?

 

 

 

Os alunos podem freqüentá-lo sem a presença de professores?

 

 

 

O laboratório é usado fora do horário de aula?

 

 

 

Os alunos podem freqüentá-lo nos horários livres?

 

 

 

 

Comentário: não há laboratório ainda.

 

6.2. Descreva as principais atividades que estão sendo desenvolvidas no laboratório, indicando o tempo aproximado por semana de ocupação do laboratório por cada uma delas:

 

Não se aplica.

 

 

7. Recado Final

 

Algumas informações que considero importantes:

 

A diretora, Vânia, adiou as suas férias para estar presente quando o laboratório fosse instalado, em data que foi agendada com a escola. Como nada acontecia depois de uma semana, acabou por sair.

 

Todos estão bastante frustrados por ainda não terem começado a trabalhar com os computadores, embora outros aspectos do projeto estejam caminhando bem.

 

Adquiriram dicionário trilíngue lançado pela USP, inglês/português/signwriting, que penso será muito útil.

 

Messias tem-se comunicado também em pvt comigo, Adriana Portella, Ney. Mantém contato com os alunos do Núcleo Bandeirante, dos quais ficou muito amigo em Faxinal.

Penso que este rapaz tem um enorme potencial.

 

Vejo muitas perspectivas para o desenvolvimento do projeto da ENT. Vamos ver por onde as coisas caminham.

 

 

 

[Clique aqui para voltar para a Capa do Relatório de Junho]

[Clique aqui para voltar para a Home Page deste site]

[Clique aqui para voltar para a página que contém a lista de todos os Orientadores]